A ENSS e a construção da identidade do ser: combatendo a ideologia de gênero

A Escola Nossa Senhora da Soledade, fortemente comprometida com os valores do evangelho e com a proteção da família, tem realizado um trabalho voltado para aquilo que há de mais antropológico no ser humano: sua identidade enquanto homem ou mulher. Num mundo onde as pessoas vivem sempre insatisfeitas, convidamos as crianças a enxergarem a beleza que há no sexo e nas características que Deus lhes deu.

O estatuto da Comunidade Católica Siloé, em seu artigo 5º, afirma: “Somos chamados a revelar: a) a um mundo de homens cansados e fatigados, o Senhor que convida a descansar em seus átrios; b) a um mundo confuso e barulhento, onde a imagem e o som frenéticos tornam tudo superficial, a graça do silêncio que nos possibilita o encontro com Deus, e por consequência, consigo mesmo;”. O mundo contemporâneo tem cada vez mais adentrado em uma grande insatisfação. Temos observado a cada dia o declínio de uma sociedade vazia de valores cristãos e morais, que, em vão, tenta encontrar em diversas experiências aquilo que apenas em Deus pode ser achado: a satisfação plena. Como afirma o documento supracitado, o encontro com Deus leva-nos ao encontro consigo mesmo. Acerca disso, discorreu também, Santa Teresa de Jesus, mestra de oração e Doutora da Igreja: “Alma, buscar-te-ás em Mim e a Mim, buscar-Me-ás em ti.”, tratando da busca da verdade absoluta, que é tão inutilmente procurada pelos homens onde jamais há de se encontrar: “Não busques aqui e ali, mas se Me encontrar quiseres, a Mim, buscar-Me-ás em ti, buscar-te-ás em Mim.” A verdade absoluta e imutável encontra-se onde pouquíssimos tem a audácia de se aventurar, no íntimo de cada um; no centro de nossa alma, lugar onde reside a Trindade Santa, e por consequência, a nossa verdadeira essência. Quanto mais o ser humano, ao abandonar todas as vozes do mundo barulhento, se recolhe em seu íntimo, com o intuito de buscar a Deus, mais ele O conhece, e conhecendo-O, mais descobre sobre si mesmo, pois lhe é revelado pelo próprio Deus. Conhecendo a si mesmo, e entendendo cada vez mais que sua vida no todo não é obra do acaso, mas vontade de Deus, o espaço antes preenchido pela insatisfação, dará lugar ao desejo da vivência plena daquilo que somos chamados por Deus. Surgirá assim, um indivíduo que será luz para o mundo que está tão confuso e arraigado em conceitos errôneos.

Na contramão da aceitação daquilo que eu sou, está um mal que tem assolado a humanidade e que precisa ser denunciado enfática e impreterivelmente. Esse mal é a ideologia de gênero. Temos observado que o principal caminho utilizado pelos implantadores dessa ideologia, tem sido a escola (tentaram incluir a temática no Plano Nacional de Educação e não conseguiram, mas a nível municipal, desceram goela abaixo). Desde então, têm-se apresentado diversas realidades onde escolas, públicas e particulares, seculares e confessionais, têm desenvolvido atividades e projetos referentes a tal ideologia, indo na contramão daquilo que é sua missão primordial.

Em entrevista a Elisângela, consagrada de aliança na Comunidade Católica Siloé e professora de Ética e valores da ENSS, ela declarou que, em suas aulas foi debatido acerca do tema da seguinte forma: “Aproveitando o mês de setembro, que é voltado a palavra de Deus, pois é o mês da Bíblia, trabalhei em sala de aula a questão dos Dez Mandamentos da Lei de Deus com o 3º e 4º anos da nossa escola, com o intuito de esclarecer e demonstrar a crescente inversão e confusão de valores existente em nossa sociedade.

Ao chegarmos no 6º mandamento: “Não pecar contra a castidade”, foi trabalhado o conceito de CASTIDADE no sentido de ter o respeito com o seu corpo e a sua sexualidade. Foi explicado, a partir do livro do Gênesis que, ao nos criar, Deus nos fez seres humanos: homens e mulheres. Foi trabalhada a diferença do “ser homem e o ser mulher”, no sentido de mostrar as suas particularidades, a fim de que os meninos possuam uma referência, um modelo masculino para se inspirarem (o pai), enquanto as meninas deviam buscar no ser mulher o seu modelo e inspiração, com suas particularidades e diferenças, com o objetivo de esclarecer e demonstrar abertamente que este negócio de ideologia de gênero vai contra a lei natural da criação.

O interessante é que as nossas crianças sabem muito sobre as novelas, os filmes, os desenhos, os programas de entretenimento que apresentam a ideologia de gênero como algo comum. Concordo que pode até ser comum entre nós nos tempos de hoje, mas que, verdadeiramente, não é nada normal e precisa ser esclarecido. É nosso dever como educadores e cristãos! Não se trata aqui de preconceito, repúdio ou arcadismo, mas colocar às claras a VERDADE que deve prevalecer sempre independentemente da ideologia, do subjetivismo e do relativismo, que confundem e deturpam a verdade e a cabeça dos nossos alunos e filhos. Ouvi uma vez um pregador dizer que o mal só tem gritado e se proliferado porque os homens de bem permanecem em silêncio, por isso é preciso combater toda ideologia que deturpe a verdade da criação. Não permaneçamos calados e inertes!!

Diz professor Felipe Aquino: ‘O Catecismo da Igreja também é claro nos pontos que ofendem a castidade: apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19,1-20; 1 Tm 1,10), a tradição sempre declarou que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural (nº 2357). O nosso mundo moderno quer, a todo custo, adaptar o Evangelho aos seus prazeres. Ao que São Paulo responde: ‘Não vos conformeis com este mundo, mas reformai-vos pela renovação do vosso espírito (cf. Rm 12,2). Sabemos que não é fácil a luta contra as misérias da carne, e é preciso ter caridade, respeito e compaixão pelos que sofrem desses males. É preciso lembrar-lhes que só Cristo pode dar força e libertação. Lembra-nos o apostolo que: ‘Tudo posso naquele que me dá forças1 (Fl 4,13). Talvez seja esse o mandamento mais desobedecido em nossos dias. Mais do que os demais, nesse campo a Lei de Deus é vista como mera repressão sexual, a ser abolida com a máxima urgência. ‘Chega de tabus religiosos!’, dizem. Mas para os que querem ser fiéis a Jesus Cristo, e querem ser de fato felizes, o mandamento continuará sempre de pé, pois é eterno.’”

Sabemos ainda dos inúmeros ataques sofridos por aqueles que se posicionam contra a ideologia de gênero e a favor da família e dos valores cristãos, e isso tem feito com que muitas instituições de ensino tenham caído na infelicidade de se renderem atais ensinamentos perversos propostos por esta ideologia escandalizadora. Porém agora, mais do que nunca, faz-se ecoar pelo mundo o evangelho de Jesus que diz “Mas quem escandalizar um destes pequeninos, que creem em mim, melhor seria para ele que lhe pendurassem uma pedra de moinho ao pescoço e o jogassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! Não pode deixar de haver escândalos; mas ai daquele por quem vier o escândalo!” (Mt 18, 6-7). Devemos ter consciência do peso de nossos atos. Quais méritos apresentaremos a Jesus, quando estivermos diante d’Ele em nosso julgamento particular? Ou, por ventura, esquecemos da finitude da nossa vida? Esquecemos que ela passa como um sopro e que o que se mantém são as nossas obras?

Em meio à luta pela preservação da nossa família, não podemos ficar passivos, devemos tomar posição e defender a integridade de nossos filhos. Não podemos permitir que o fermento do mundo contamine nosso lar. O Senhor nos dá a maternidade/paternidade para que formemos indivíduos que caminham na terra com o olhar voltado para o Céu, para aquilo que é eterno. NÃO SEJAMOS OMISSOS!

Abaixo, segue um modelo de notificação extrajudicial. Recomendamos a todos os pais que, para melhor segurança de seus filhos, imprima-a e apresente-a na escola onde eles estão matriculados. Trata-se de uma advertência feita a uma pessoa física (particular) ou jurídica (empresas, associações, etc.), para que se cumpra com as obrigações que lhe foram impostas por contrato firmado entre as partes. Juntos, podemos lutar pelo bem familiar. Sem medo e sem hesitação, protejamos nosso lar.

Nós da ENSS, somos gratos a Deus por nos ter confiado uma missão tão preciosa, que é a escola. Temos a oportunidade de ajudar na lapidação de personalidades saudáveis em todos os sentidos. Que o Senhor Jesus, nos conduza nessa batalha. Que a Virgem da Soledade, terrível como o exército em ordem de batalha, avance como aurora à nossa frente e nos ajude a levar a luz de seu filho aos lares, educando com amor e fé.

Este modelo foi elaborado por Liranício Ferreira da Silva, liranicio@hotmail.com

NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Ilmo. Sr. Diretor
Professor___________________
Escola _____________________
(Estado), (cidade), ________ de _____________________de 20___.

Prezado Diretor (nome completo)

Eu, (nome completo pai/mãe ou o responsável), na qualidade de responsável legal pelo(a) Aluno(a) (nome completo e data de nascimento), matriculado nessa Ilustre instituição de ensino, cursando a série (identificar) na classe (descrever), conforme prescrito em Lei, venho informar o seguinte:

O Código Civil Brasileiro determina que o indivíduo só adquire a capacidade civil plena, ou seja, poderá praticar todos os atos da vida em sociedade, ao completar 18 anos. O Código Penal proíbe a realização ou indução de qualquer relação sexual com pessoa menor de 14 anos, presumindo-se tal prática em ato de violência.

É de conhecimento geral, o debate nacional sobre a IDEOLOGIA DE GÊNERO e várias outras propostas de apresentação a alunos menores em escolas, tanto publicas quanto particulares, sobre temas relacionados aos comportamentos sexuais (homossexualismo, bissexualismo, transsexualismo, etc.) e ainda relativos à sexualidade de pessoas adultas, como a prostituição, masturbação, entre outros atos libidinosos.
Vale ressaltar que a lei brasileira veda expressamente apresentar  mensagens de natureza pornográfica, obscena ou imprópria a crianças e adolescentes, consoante determina o ECA, artigos 78 e 79 e o Código Penal,  artigo 218-A.
Conforme dispõe a Convenção Americana de Direitos Humanos, o qual a nação brasileira é signatária, em seu Artigo 12 – 4. OS PAIS, E QUANDO FOR O CASO OS TUTORES, TÊM O DIREITO A QUE SEUS FILHOS OU PUPILOS RECEBAM A EDUCAÇÃO RELIGIOSA E MORAL QUE ESTEJA DE ACORDO COM SUAS PRÓPRIAS CONVICÇÕES.

Assim, é direito incontestável dos pais a `formação moral e religiosa de seus filhos. Tal direito é chancelado pela mais alta Corte de nossa nação, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL;
E mais, o Código Civil determina que os pais têm o dever e a responsabilidade pelo sustento material e moral de seus filhos, e ainda, o dever de criá-los e educá-los:

Art. 1.634- Compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos:

I – dirigir-lhes a criação e a educação;

Os pais também têm o ônus de arcar civilmente com o pagamento de indenização pelos atos danosos a terceiros que os filhos menores praticarem, conforme determina o Código Civil:

Art. 932-São também responsáveis pela reparação civil:

I – os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;

Por sua vez, a responsabilidade das instituições de ensino é objetiva (independente de culpa). Assim, a escola que violar, incluindo seus membros diretores, professores e demais funcionários, por qualquer meio, os direitos pétreos dos pais, poderá ser acionada judicialmente por danos morais face à violação da formação psicológica do  menor, sem prejuízo da responsabilidade penal.

O Estatuto da criança e adolescente (ECA) exige que toda informação/ou publicação dirigida a criança, inclusive livros didáticos, respeitem os valores éticos da família:

Art. 79- As revistas e publicações destinadas ao público infanto-juvenil não poderão conter ilustrações, fotografias, legendas, crônicas ou anúncios de bebidas alcoólicas, tabaco, armas e munições, e deverão respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família.)

A Constituição Federal não só reconhece como protege tais direitos, em razão da fragilidade psicológica da criança e do adolescente. (Artigos 21, XVI, 220 e 227)
Todas as instituições de ensino são subordinadas à Constituição e às leis, sendo passiveis de controle e repreensão jurisdicional.

Por tudo quanto exposto e informado, é a presente, para NOTIFICAR V.Sa. e aos ILUSTRES PROFESSORES QUE COMPÕEM O QUADRO DOCENTE desta instituição de Ensino, que: NÃO CONCORDO COM A IDEOLOGIA DE GÊNERO E NÃO AUTORIZO, SEM MEU E EXPRESSO CONSENTIMENTO, COM RESPEITO AO MEU DIREITO LEGAL NA FORMAÇÃO MORAL DE MEU FILHO(A), RESPEITANDO A SUA FRAGILIDADE PSICOLÓGICA E CONDIÇÃO DE PESSOA EM DESENVOLVIMENTO, A APRESENTAÇÃO DESTES TEMAS RELACIONADOS AOS COMPORTAMENTOS SEXUAIS (HOMOSSEXUALISMO, BISSEXUALISMO, TRANSSEXUALISMO, ETC.) E AINDA TEMAS RELATIVOS À SEXUALIDADE ADULTA, COMO PROSTITUIÇÃO, MASTURBAÇÃO, ENTRE OUTROS ATOS LIBIDINOSOS, A MEU FILHO(A), AINDA QUE DE FORMA ILUSTRATIVA OU INFORMATIVA, SEJA POR QUALQUER MEIO DE COMUNICAÇÃO OU ORIENTAÇÃO, ATRAVÉS DE VÍDEOS, EXPOSIÇÃO VERBAL, MÚSICA, LIVRO DE LITERATURA OU MATERIAL DIDÁTICO.
Assim, ficam os Ilustres NOTIFICADOS, de tudo quanto acima exposto, sendo a mesma, útil para que V.Sa., Professores, Funcionários e Prestadores de Serviço, possam se proteger de políticas públicas e materiais didáticos ilegais e abusivos, deixando bem esclarecido que a responsabilidade civil e criminal é pessoal, ou seja, todas as pessoas que participarem ou livremente concorrerem, de alguma forma, para a prática ilícita sofrem as punições legais.

_______________________________________________
(NOME DO PAI/MÃE OU RESPONSÁVEL LEGAL)

Um comentário em “A ENSS e a construção da identidade do ser: combatendo a ideologia de gênero

  • 31 de outubro de 2017 em 21:34
    Permalink

    O mundo precisa de profetas!Parabéns à ENSS por ser essa voz que clama no deserto!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *