Agosto mês das vocações

Em agosto a Igreja promove uma reflexão acerca das vocações, abrangendo a vivência sacerdotal, familiar, religiosa e leiga. É um tempo que voltamos nossas orações e reflexões para as vocações, intercedendo a Deus para que todo o seu povo seja fiel ao seu chamado particular (vocação).

“Sejam fiéis como leigo, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade” (João Paulo II).

A palavra vocação é originada do verbo vocare (latin), no qual podemos traduzir como chamar ou chamado. Na torre da catedral Nossa Senhora da Piedade, sede da diocese de Cajazeiras-PB, existe um vitral com a imagem em perfil do rosto de Jesus, com a seguinte frase: “Magister adest et vocat te”. Um falecido professor de português ensinou na minha turma que aquela frase significava: “O Mestre está aqui e Ele te chama”. Essa frase me inquietou durante a minha adolescência, era inevitável não refletir sobre ela em pelo menos dois momentos do meu dia, já que para ir e vir à escola era necessário passar pela calçada da catedral. Ainda que mudasse o caminho conseguia ver a imponente torre a quilômetros de distância. Essa inquietação foi cessada quando conheci, ainda na adolescência a Comunidade Católica Siloé e logo comecei a participar do seu grupo de oração. Decorridos 14 anos e agora consagrado na Comunidade, vejo o quanto foi bom descobrir cedo a minha vocação.

Vocação pressupõe um início de uma jornada, é um chamado feito a cada um pelo próprio Cristo, de forma única e individual. Semelhantemente aos apóstolos, temos que descobrir nossa vocação e vive-la de forma empenhada, para que no entardecer da vida nosso coração esteja grato a Deus e de modo igual ao apóstolo Paulo digamos: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” 2 Tim 4, 7.

O mês vocacional deve provocar em nós a reflexão sobre nossa vocação, chamado, propósito para que possamos definir nosso compromisso com a Igreja e com a sociedade. Nossa vocação tem que nos levar a tomar consciência e ações, para corroborar no desenvolvimento ético da sociedade que nos cerca.

Que as celebrações desse mês nos faça entender a beleza e importância de cada vocação. A pluralidade das vocações nos ajuda a entender que todas são necessárias, cada uma com suas singularidades e todas colaborando para alcançarmos a vocação universal: a santidade.

Por Francisco Genemes – Consagrado em Aliança.

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