Carisma

Sobre a origem e objetivo da Comunidade, assim define nosso Estatuto:

Art. 8.º A Comunidade Católica Siloé nasceu no seio da Igreja, alimentada pela experiência de amor a Santa Eucaristia. Nosso carisma é: “Permanecer no Eucarístico, em silêncio, espera e adoração”. Este carisma é marcado por um amor incondicional a Jesus Sacramentado. Somos chamados a ser amigos do Eucarístico, dando-lhe adoração permanente e permanecendo n’Ele, confiando nossas vidas ao altar, pois Ele é o Pastor e nada nos faltará.

Art. 9.º O carisma Siloé nasceu da experiência da Solidão do Altar. Jesus Eucarístico, prisioneiro do Altar, em silêncio, espera a adoração dos homens. Estes, não Lhe fazem companhia no Altar. O Senhor que só deseja amar, não é amado sob o Véu da Hóstia Branca. Em quantos altares de Igrejas e capelas, Jesus não é esquecido? Quantas almas no mundo, necessitadas de amor, não o procuram? Buscamos, então, fazer companhia ao Senhor em todos os momentos e onde quer que estejamos, reparando estas ausências. Ele é nossa paz, nossa alegria e nossa satisfação.

Art. 10.º O Eucarístico nos convida a permanecer n’Ele e a ser amigos do altar. Esta experiência, porém, não é somente nossa. Somos convencidos que a Eucaristia é um tesouro da Igreja e, portanto, para todos os homens. Sendo assim, temos o chamado de fazer de todos os homens amigos do Eucarístico, fazê-los descobrir que o altar é o lugar de cada um. O altar é lugar de paz, consolo e satisfação.

Art. 11 Entendemos, assim, que toda conversão pessoal e todo anúncio começam e terminam na Eucaristia. Jesus nos transforma e nos lança ao encontro do outro. Somos alimentados por Ele para seguir em missão, oferecendo a Ele os frutos de nossa evangelização.

Art. 12 Este “permanecer” fundamenta-se no Silêncio e na Espera. Silêncio porque diante de Jesus, todas as faculdades humanas dispersas se voltam para amá-LO e escutá-LO e nada nem ninguém merece mais a nossa atenção do que o Eucarístico. Espera porque nós sabemos que só de Jesus virá o que necessitamos. Espera no Senhor, com o Senhor e pelo Senhor. É o encontro daquele que nada pode, nada tem, nada sabe e nada é, com Aquele que tudo pode, tudo tem, tudo sabe e tudo é. Então, Ele nos completa, nos consola e nos satisfaz. Ele nos espera no Sacrário e nós esperamos n’Ele, numa troca de amor constante. Dessa forma, a espera e o silêncio são “lugares” onde nós encontramos o Senhor, superando qualquer outro sentimento que não seja amor ou atitude diferente da adoração. Tudo em resposta ao próprio Eucarístico, que silencioso, nos espera no altar.

(…)

Art. 24 Para vivermos nosso carisma, temos como auxílio os três lugares de Silêncio, Espera e Adoração: a Cruz, o Presépio e o Altar. Nestes três lugares estava o Corpo de Jesus: o menino-Deus no presépio, pendido e desfigurado na cruz, vivo e vencedor no altar. Estes lugares são para nós intimidade, descanso, realização. Nosso quarto, nossa mesa, nossa morada.

Art. 25 Contemplando a experiência do Cristo na Cruz, no Presépio e no Altar, entendemos que o ápice da vocação é o sacrifício de amor, tão intenso que só é compreendido perfeitamente pelo  Coração do Pai. Jesus se oferece, silencia e espera nestes lugares. Ele espera a adoração dos anjos e pastores no presépio, onde recebe também, a adoração silenciosa e cheia de amor de Maria e José. Espera na cruz que a Vontade do Pai se cumpra. Espera no Altar a adoração dos homens.

Art. 26 Jesus se faz pequeno e pobre nestes lugares: menino do presépio, que precisa dos cuidados da Mãe e do Pai. Pobre na Cruz, onde é humilhado e aniquila-se, despojando-se de Sua divindade, ficando a mercê dos homens. Pequeno no altar, pois assume a aparência de pão e vinho, inclinando-se para fazer comunhão conosco e, novamente, ficar a mercê dos homens. Assim, aprendemos que não podemos nos apegar aos bens desta terra ou perder a alegria se estes nos faltarem.

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