O silencioso e fecundo apostolado das Obras de Misericórdia nasceu no coração do fundador da Comunidade Católica Siloé, Iarley Pereira de Sousa, cujo início ocorreu na época da Quaresma, período onde a Igreja nos pede uma atenção especial ao jejum e à caridade. Durante o período de 2015, a Comunidade de Vida realizou algumas ações práticas para amar os mais necessitados.  Dessas experiências, surgiu as Obras de Misericórdia.

Em 2016, por ocasião da celebração dos 25 anos da Comunidade, entre tantas ações projetadas, elegeu-se novamente o retorno à experiência das obras de misericórdia. Formou-se, então, uma equipe para articular e realizar as visitas aos lugares escolhidos. A cada mês, um calendário de ações era marcado, e visitas eram realizadas ao CCA, ao abrigo dos idosos, aos hospitais, e logo depois, em 2017, quando estas passaram a ser um apostolado oficial dentro da Comunidade, Deus inspirou que fossem feitas visitas aos moradores de rua, em alguns pontos da cidade. Os que participaram destas experiências, partilham até hoje o quanto tais momentos foram fortes e os ensinaram que, ajudando o próximo, mais recebemos do que doamos. Através da oração e das experiências, descobrimos que, o que precisávamos fazer por essas pessoas, era, acima de tudo, apresentar-lhes Jesus como amigo próximo e como a esperança viva para todo homem, bem como fazer-lhes companhia.

Neste ano, as Obras de Misericórdia estão sob a responsabilidade do grupo Philia e do Vocacionado.

Temos buscado viver a direção do Papa Francisco, que pede uma Igreja em saída, que vai ao encontro do que sofre, fazendo comunhão com o irmão necessitado e excluído, levando esperança aos desanimados, fé aos descrentes, consolo aos que padecem, companhia aos abandonados, configurando-se ao Cristo misericordioso que sai em busca dos seus filhos atingidos pela iniquidade do pecado e das injustiças sociais.

  Temos procurado, como Carisma, levar Jesus, que cura toda solidão do coração daqueles que foram esquecidos e se encontram às margens da sociedade. Quanto à nós, participantes, experimentamos daquilo que diz Santa Teresa de Ávila: “Só o amor apressa o passo”.

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